Home Sexta, 15 Dezembro 2017
"Caminhamos cada vez mais para um modelo híbrido de gestão que combina as abordagens e modelos tradicionais com as abordagens ágeis." Versão para impressão Enviar por E-mail

ENTREVISTAS APOGEP

 

Segunda parte da entrevista com o presidente cessante da APOGEP, António Andrade Dias: a sustentabilidade em gestão de projetos, as metodologias ágeis e o balanço de 9 anos à frente da APOGEP.

 

 

Pode falar-nos um pouco sobre Sustentabilidade e Gestão de Projetos? De que forma entra a Sustentabilidade na Gestão de Projetos? Como se articula com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas?


Temos que olhar os projetos como um verdadeiro instrumento para a implementação da mudança das organizações. As empresas desempenharão um papel fundamental no cumprimento das 169 metas contidas nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, que definem, dentro da realidade de cada um dos 193 países signatários, as prioridades para uma economia próspera e equitativa. Parafraseando Ban Ki-Moon “Não existe Plano B, porque não existe Planeta B”. E a economia mundial não pode prosperar sem projetos.


Se olhávamos no passado a gestão de projetos muito ao redor do famoso triângulo das restrições, o olhar tem hoje outros horizontes – passamos a olhar para um ecossistema em que pessoas, planeta, prosperidade, processos e produtos coexistem harmoniosamente numa lógica de sustentabilidade. Se pensarmos num projeto que vise reduzir a pobreza, por certo que este terá impacto no crescimento económico sustentado, na promoção do pleno emprego e na redução da desigualdade. Uma lógica de sustentabilidade muda a forma como olhamos o sucesso dos nossos projetos, olhando como as organizações podem e devem acrescentar valor entregando os respetivos benefícios sustentáveis.

 

 

 

Irá a APOGEP no futuro certificar profissionais em Gestão Sustentável de Projetos?


O papel da APOGEP vai para além de um mero organismo certificador. Ainda que desde a sua fundação a APOGEP esteja ligada à IPMA e certifique profissionais de acordo com o standard de competências ICB (Individual Competence Baseline), mantemos uma ligação estreita com a Green Project Management, entidade que no âmbito da sua atuação certifica gestores de projetos nesta vertente. Parece-me natural que a próxima direção da APOGEP venha a acrescentar novas ofertas ao portefólio de produtos e serviços, e claro que esses passam pela sustentabilidade e pelas entidades de terceiro sector com que já colaboramos numa óptica mais alargada, através do projeto IPMA Coaching for Development.

 


E as metodologias ágeis, de que forma estão a mudar o mundo da Gestão de Projetos em Portugal? E no mundo?


Metodologias ágeis e agilidade são um tema do momento. No meu entender, o gestor de projetos deve investir na aquisição de competências para uma gestão mais ágil de projetos e essas podem ser endereçadas a partir da nova versão do IPMA ICB v4.0.  Mais do que estar perante um método, quando falamos em metodologias ágeis estamos perante um mindset. Em determinadas categorias de projeto, poderá não ser possível aplicar metodologias ágeis, mas será sempre possível gerir com a agilidade em vista. Ou seja, caminhamos cada vez mais para um modelo híbrido de gestão que combina as abordagens e modelos tradicionais com as abordagens ágeis, e o sucesso passará por certo por esta adequação e bom senso.

 

 

O António Andrade Dias é até dezembro deste ano Presidente da APOGEP, cessando nessa altura funções. Que balanço faz dos 9 anos em que esteve à frente da Associação? E que projetos tem para o futuro?


São 23 anos ligado à APOGEP e nove anos como Presidente. Vi chegar e partir uma geração de profissionais. A APOGEP tem hoje maior visibilidade, temos mais associados corporativos e individuais, em termos de profissionais certificados o número vai crescendo e gostaria pessoalmente que a gestão de projetos deixasse de ser encarada como uma função nas organizações, mas sim com uma verdadeira profissão. As bases estão criadas e o principal “dono de projetos em Portugal” sabe que a APOGEP pode e deve ser a referência – temos normas nacionais, temos profissionais com as competências nacionais, falta apenas o último passo – a profissão.

 

Em termos de futuro, como sabem fui recentemente eleito Vice-Presidente da IPMA e os meus próximos três anos irão ser sem dúvida um desafio, pois além da IPMA estar em crescimento temos hoje um dimensão de presença nos 5 continentes – uma verdadeira estrutura federativa. Num mundo cada vez mais plano, Portugal irá manter um lugar de destaque e esse sem dúvida é o maior reconhecimento que a comunidade nacional pode ter, podendo contar com o meu trabalho e empenho para representar uma vez mais os gestores de projetos portugueses.

 

 

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